Já imaginou poder mostrar aos seus netos uma fotografia que tirou de um eclipse solar total?
No dia 12 de agosto de 2026, Portugal vai ser palco de um dos fenómenos naturais mais raros das últimas gerações. O Sol será totalmente eclipsado pela Lua numa pequena zona do nordeste transmontano.
E o melhor de tudo? É a primeira vez que tal acontece em Portugal continental desde 1912. A próxima será só em 2144. Sim, leu bem. Se perder esta oportunidade, os seus bisnetos é que vão poder contar a história.
Por isso, se está a pensar em eternizar o momento, há algumas coisas que precisa de saber. E se quer uma fotografia de que se orgulhe, este guia é para si.

O que vai acontecer (e porque é tão especial)

No dia 12 de agosto, a Lua vai passar exatamente entre a Terra e o Sol, projetando a sua sombra sobre o planeta . Em Portugal, apenas uma área muito estreita no extremo nordeste – perto de Rio de Onor, Guadramil e do Parque Natural de Montesinho, no distrito de Bragança – estará dentro da faixa de totalidade.
A totalidade será brevíssima: cerca de 14 a 26 segundos, dependendo do ponto exato de observação . Durante esse tempo, o dia transforma-se em noite, a temperatura baixa alguns graus e a coroa solar torna-se visível . É a única altura em que pode olhar para o Sol sem proteção . É também quando surgem os fenómenos mais impressionantes: o Anel de Diamante e as Pérolas de Baily. No resto do país, o eclipse será parcial, mas muito profundo: no Porto, cerca de 98% do Sol ficará coberto; em Lisboa, cerca de 94–95%.

Os horários em Portugal

Aqui ficam os horários para as principais cidades (hora local - WEST).
Em todas as localidades, o Sol estará muito baixo no horizonte oeste-noroeste, perto do pôr do sol . É o detalhe mais importante: se houver uma colina, árvore, edifício ou nuvem baixa exatamente nessa direção, o eclipse pode ficar tapado.

Local Tipo Início Máximo Fim
Rio de Onor / Montesinho Total 18:33 19:30 20:23
Bragança Quase total 18:34 19:30 20:24
Porto Parcial (98%) 18:34 19:32 20:25
Coimbra Parcial (97%) 18:36 19:33 20:26
Lisboa Parcial (95%) 18:39 19:36 20:29
Faro Parcial (93%) 18:42 19:38 20:27

Fonte: Star Walk

Como fotografar o eclipse com segurança e conseguir a fotografia perfeita

1. Escolher o local certo (com antecedência)

Se quiser ver a totalidade, tem de estar dentro da faixa estreita que atravessa o extremo nordeste de Portugal. Mas a faixa é tão estreita que poucos quilómetros podem fazer a diferença entre ver a totalidade ou um eclipse parcial quase total. Bragança não garante a totalidade – o centro da cidade pode estar fora da faixa. O melhor é apontar para Rio de Onor, Guadramil ou para uma zona dentro do Parque Natural de Montesinho.
O maior desafio será o horizonte. O Sol vai estar a apenas cerca de 10° acima do horizonte – muito baixo. Escolha um local com vista livre para oeste-noroeste.


2. Equipamento essencial (além da máquina)

A segunda proposta é radicalmente diferente. Em vez de rostos humanos, as notas mostrariam aves europeias em paisagens fluviais, símbolos da biodiversidade do continente. A lógica é bonita: "As aves e os rios não conhecem fronteiras" . Simbolizam, assim, a liberdade e a unidade europeia.
Aqui está então a fauna que pode passar a ocupar a sua carteira:

O que levar Porquê
Óculos certificados para eclipse Nunca olhe para o Sol sem eles, exceto durante os segundos de totalidade. Óculos de sol comuns NÃO protegem. Distribuição gratuita de óculos certificados para o eclipse a nível nacional.
Filtro solar para a objetiva Para proteger o sensor da câmara e conseguir exposições corretas durante as fases parciais.
Tripé Indispensável para estabilidade, especialmente com o Sol baixo.
Teleobjetiva (200mm ou mais) Quanto maior a distância focal, maior o Sol no enquadramento.
Controlo remoto Evita vibrações ao disparar.


3. Configuração da câmara

Não há uma receita mágica, porque depende da luz e do equipamento. Mas aqui ficam as bases para começar a testar antes do grande dia:

  • Modo manual (M) – controle total sobre a exposição.
  • ISO baixo (100-400) – para evitar ruído.
  • Abertura entre f/8 e f/11 – para maior nitidez.
  • Velocidade de obturação – vai variar muito. Durante a totalidade, pode ser necessário aumentar o ISO ou abrir mais o diafragma para captar a coroa solar. Durante as fases parciais, com o filtro solar colocado, os tempos de exposição serão muito curtos.
  • Foco manual no infinito – o foco automático pode ter dificuldade com o Sol. Faça o foco manualmente (se possível, com a ajuda do ecrã Live View).


4. O momento da totalidade

Com apenas entre 14 a 26 segundos, não haverá tempo para hesitações. Durante a totalidade, já não é necessário filtro solar. É o único momento seguro para olhar e fotografar sem proteção. É quando a coroa solar aparece, o anel de diamante brilha e as pérolas de Baily surgem no bordo da Lua. Por isso, pratique antes.
Saiba de cor as configurações que vai usar. E, acima de tudo, não se esqueça de olhar para o céu – não apenas para o ecrã da máquina. Será uma experiência única!


O que pode correr mal (e como evitar)

  • O horizonte bloqueia o Sol – Não deixe que uma colina ou uma árvore estrague os 26 segundos mais esperados da sua vida. Verifique o local com antecedência.
  • Foco desajustado – Teste o foco manual antes do eclipse. O foco automático pode não funcionar bem.
  • Sub ou sobre-exposição – Durante a totalidade, a luz muda drasticamente. Se tiver oportunidade, veja vídeos ou tutoriais de fotógrafos que já fotografaram eclipses.
  • Esquecer-se de aproveitar o momento – Não passe todo o tempo atrás da máquina. Tire a fotografia e depois guarde o momento na memória.

Eclipse solar total 2026


O que é que isto tem a ver com a Lusijoia?

Talvez nada diretamente. Mas, tal como um eclipse total, uma joia bem feita também é algo que se guarda para sempre. O momento que vai viver a 12 de agosto é efémero, mas uma joia – uma peça de filigrana portuguesa por exemplo, ou um par de Brincos Rainha ou até uma pulseira em aço inoxidável – será eterna.
E se for a Bragança para ver o eclipse, já sabe: a totalidade dura 26 segundos. A próxima oportunidade é só em 2144. Os seus netos vão agradecer-lhe a fotografia. E, quem sabe, também a joia que lhes deixar como herança.

E então, já escolheu o seu local para ver o eclipse? Partilhe connosco – e se quiser uma joia para celebrar este momento histórico, já sabe onde nos encontrar. 

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